Os Estados Unidos abrigam 974,926 estudantes estrangeiros de pós-graduação. Aproximadamente 50% desses estudantes cursam áreas como matemática, ciências, engenharia e tecnologia. Kalpesh Kapadiam , CEO da SelfScore, acredita que esses estudantes representam uma sólida fonte de talentos para o mercado de trabalho na indústria de tecnologia americana.
Um relatório publicado pela National Foundation for American Policy revelou uma descoberta surpreendente: cerca de 25% das 87 startups americanas avaliadas em bilhões de dólares tinham um ou mais fundadores que entraram no país como estudantes estrangeiros.
Estudantes estrangeiros: um trunfo para o setor tecnológico
Contudo, não se deve presumir que os estudantes estrangeiros sejam 100% benéficos para o sistema educacional americano. Eles são um trunfo para o setor de tecnologia, bem como para as instituições de ensino públicas e privadas. No entanto, um artigo de análise publicado pelo Wall Street Journal relatou que os estudantes internacionais têm o potencial de comprometer a integridade acadêmica das escolas americanas ao se envolverem em desonestidade acadêmica.
A análise realizada pelo Wall Street Journal solicitou informações de 50 universidades públicas americanas com grande número de alunos internacionais. Das 14 instituições que forneceram registros completos, os casos de fraude acadêmica foram de 2 a 8 vezes maiores entre os estudantes estrangeiros em comparação com os estudantes nacionais.
As universidades evitam punir os estudantes internacionais por desonestidade acadêmica porque precisam do dinheiro deles para subsidiar as mensalidades dos estudantes locais. Beth Mitchneck, professora da Universidade do Arizona, tem conhecimento sobre o assunto. Ela declarou ao Wall Street Journal que as universidades não podem se dar ao luxo de aplicar medidas punitivas a estudantes estrangeiros que colam, pois as instituições podem sofrer grandes prejuízos financeiros a longo prazo.