Visto E-2 para os EUA: prós e contras desse visto de investidor

Se você busca uma solução para morar nos Estados Unidos legalmente e tem dupla cidadania, provavelmente já ouviu falar do visto E-2 (Treaty Investors, ou Tratado de Investidores em português). Esse é um tipo de visto de investidor concedido apenas a cidadãos de países com os quais os EUA têm acordo de comércio – como Itália, Alemanha, Japão e outros.

A vantagem do E-2 em relação a outros programas de visto de investidor – como o EB-5, que é permitido a cidadãos de qualquer país, inclusive Brasil – é o valor do investimento, normalmente mais baixo.

Se o E-2 for uma opção para você, melhor analisar as informações sobre este tipo de visto com cuidado antes de tomar uma decisão e aplicar para tal visto. Esse caminho mais fácil tem muitas limitações, e vale à pena pesquisar melhor as diferenças entre os vistos de investidor (E-2 e EB-5) para evitar que, no futuro, você tenha que iniciar todo o processo outra vez.
Veja as limitações do E-2 para os EUA:

1 – O E-2 não é concedido a brasileiros

Se você é brasileiro, a não ser que tenha dupla cidadania ou seja casado com alguém de um dos países que fazem parte do Tratado de Comércio com os EUA, você não está elegível para esse visto. Cidadãos portugueses também não fazem parte desse acordo.

Podem aplicar cidadãos de diversos países, como Itália, Alemanha, Argentina, Paraguai e outros. Veja a lista completa aqui.

Para a aplicação a este visto, é necessário fazer um investimento substancial em um negócio nos EUA, comprovando a geração de postos de trabalho no país. A empresa pode existir previamente no seu país de origem ou não. Quanto ao valor, não há um mínimo estabelecido mas, para comprovar a aderência às regras, normalmente é necessário um plano de negócios que preveja um investimento de, no mínimo, de US$ 100 a US$ 200 mil.

2 – Visto E-2 não permite o Green Card

Provavelmente, a maior limitação do visto E-2 para quem quer viver nos EUA é que ele é, tecnicamente, um visto de não imigrante. E, como tal, ele é provisório, partindo do princípio que o portador desse visto vai voltar ao país de origem após determinado período.

Exatamente por isso, o visto E-2 não pode ser convertido em Green Card, e a permanência nos EUA depende das constantes renovações.

Apesar de não haver limites no número de renovações, essa é a parte mais arriscada, já que a renovação depende, entre outras coisas, da continuidade de investimentos, do desenvolvimento do negócio e da comprovação de geração de empregos. Assim, o E-2 não é um meio seguro de garantir a sua residência permanente no país.

3 – Filhos maiores de 21 anos perdem o visto


Essa é a maior barreira do visto E-2 para as pessoas que optam por imigrar aos Estados Unidos por causa dos filhos. É que, como o E-2 não pode ser convertido em Green Card, apenas os filhos solteiros menores de 21 anos têm o visto de residência nos EUA, como dependentes dos pais – e nenhuma possibilidade de renovação a partir dessa idade.

É importante pensar que esta é exatamente a idade em que os jovens estão na faculdade, e teriam todas as possibilidades para usufruir o sistema de Universidades dos Estados Unidos caso tenham o Green Card. Caso contrário, para continuar estudando no país, eles dependem de entrar com requisição do visto de estudante, como qualquer estrangeiro.

Por essa razão, o casal de italianos Alessandro e Marta, mesmo contando com os benefícios do visto E-2 por anos, optou por continuar o processo de imigração com o EB-5, um programa mais seguro para quem quer permanecer nos EUA com os filhos e buscar a residência permanente.

4 – Filhos não têm permissão de trabalho nos EUA

Outro limite importante para quem tem filhos, principalmente filhos próximos à idade adulta, é a impossibilidade de trabalhar nos Estados Unidos enquanto dependentes do seu visto E-2. Eles podem, sim, morar legalmente no país e ter acesso a todo o sistema educacional. Mas o mesmo não vale para o mercado de trabalho.

Já o cônjuge pode trabalhar, desde que tenha as qualificações próprias para exercer a função. Nesse caso, tem que solicitar autorização de trabalho pelo formulário I-765 (Application for Employment Authorization) e aguardar a aprovação.

5 – E-2 limita o trabalho à empresa que recebeu investimento

Uma das exigências do visto E-2 para os EUA é que a pessoa que recebeu a permissão trabalhe integralmente na empresa que recebeu o seu investimento.

Em outras palavras, esse visto não deixa possibilidades para trocar de trabalho ou exercer outra profissão em paralelo nos Estados Unidos, independente do andamento do negócio. O visto é essencialmente vinculado à empresa.
É possível, para o portador do E-2, estudar nos EUA, mas com certas limitações. É possível fazer cursos, mas não se matricular, por exemplo, como aluno integral em uma faculdade ou MBA. A lógica é que os cursos não interfiram no propósito principal do visto: gerir o negócio.

Características do visto E-2 para os EUA

O visto E-2 é uma ótima opção para pessoas que querem investir em um negócio nos Estados Unidos ou abrir uma subsidiária da própria empresa no país. Nesse caso, a única barreira seria a exigência de um investimento sob risco, sem proteção ou garantias de retorno.

Já para pessoas que querem viver no país por longos períodos, que têm a intenção de proporcionar a melhor educação para os filhos e acessar as melhores oportunidades de trabalho que o país oferece, o EB-5 proporciona maior segurança e conveniência.

O EB-5, uma vez aprovado, proporciona o Green Card não apenas para o investidor, mas também para cônjuges e filhos solteiros menores de 21 anos. Com a vantagem que os filhos podem manter o Green Card após essa idade. Também é um caminho para, em poucos anos, solicitar a cidadania americana.

Ainda tem dúvidas? Conheça os diferentes vistos de investidor para os EUA.

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