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Como o mercado está reagindo às alterações políticas no Brasil?

A perspectiva econômica para o Brasil parece finalmente estar melhorando. A crise ainda está aí, é claro, mas o mercado internacional já dá sinais de encarar as recentes alterações políticas no Brasil com um certo otimismo. E isso está melhorando um dos pontos críticos da crise: a confiança em relação ao Brasil.

Com as novas propostas do atual governo, o dólar em queda novamente e uma previsão de retomada da economia, as previsões sobre o crescimento já estão sendo reajustadas. Prevê-se, até, um tímido crescimento para 2017. Antes, a projeção era negativa também para o próximo ano.

Melhores perspectivas aos olhos do mundo

No início de outubro, o FMI (Fundo Monetário Internacional) declarou que o Brasil deve voltar a ser a oitava maior economia global já em 2017. Desde o ano passado, o país está em nono lugar, como reflexo da crise que se iniciou em 2014 – posição que, na previsão anterior do Fundo, deveria permanecer até 2021.

O anúncio do FMI mostra uma clara mudança na tendência de análise sobre o Brasil. Desde 2014, com as eleições presidenciais e o escândalo revelado pela Lava-Jato, o mercado encarava o Brasil com desconfiança. A situação piorou no início do ano, quando 3 agências de rating (Moodys’, Standard &Poors’ e Fitch) rebaixaram o grau de investimento do Brasil. O baixo crescimento econômico e o endividamento do governo contribuíram para a baixa credibilidade do governo de Dilma Rousseff.

Para essas agências, a crise ainda tende a durar. Mas o impeachment e as alterações políticas no Brasil já começam a mudar a visão internacional sobre nosso país, principalmente na questão de aumento de credibilidade internacional.

Crescimento econômico volta em 2017

Segundo o FMI, o crescimento em 2016 ainda será negativo, de 3,3%. Mas a situação promete melhorar em 2017, quando o crescimento deve voltar para o patamar positivo de 0,5%. Ainda baixo, mas um óbvio sinal de mudança.

Para que isso ocorra, o Fundo pediu uma consolidação fiscal maior e concentrada, visando manter a sustentabilidade nas contas públicas. Essa previsão está atrelada à aprovação da PEC 241, que determina o congelamento de gastos do governo – uma demonstração desse compromisso com ajustes.

A crise vai acabar?

Os sinais de melhora são positivos, mas devem ser encarados com cautela. Isso porque a retomada do crescimento é impulsionada, em parte, pela confiança – e a sua permanência depende de diversos fatores, como a continuidade das reformas. Apenas o controle nos gastos seria positivo, mas insuficiente para resolver a crise. É preciso investir em medidas econômicas eficientes.

Pelo menos na questão de segurança jurídica e atração da confiança de investidores, um dos maiores desafios, o governo de Michel Temer fez algum progresso. Exemplo disso é que alguns embaixadores que haviam sido retirados do Brasil estão voltando.

Também o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, declarou apoio ao atual presidente e disse que pretende trabalhar com o Brasil. Porém, vale lembrar que essa relação depende também dos resultados da eleição presidencial americana, em novembro.

É o momento de sair do Brasil?

Start UpDesde o início da crise econômica, e principalmente com a reeleição de Dilma Rousseff, muitos brasileiros optaram por deixar o país em busca de mais estabilidade. Isso criou um novo perfil de imigrantes nos EUA: aqueles de alta renda, que trocam o luxo por segurança

Agora, com as alterações políticas no Brasil, ainda vale a pena deixar o país?

A melhora da perspectiva é, sem dúvidas, uma excelente notícia para quem quer ficar no Brasil! Mas a possível retomada do crescimento ainda é tímida, e os resultados podem demorar um pouco a aparecer.

Até lá, o câmbio tende a subir novamente. O dólar, que recentemente caiu a R$ 3,14, deve fechar o ano em R$ 3,25, com perspectivas de subir para R$ 3,40 em 2017, segundo a pesquisa Focus. A relativa alta da moeda está relacionada ao aumento dos juros americanos em dezembro, um fator já esperado pelo mercado.

Por essas razões, a tendência é que o movimento de imigração para países de economia forte ainda continue pelos próximos anos. Essa ainda é uma ótima opção para pessoas que priorizam estabilidade econômica e pretendem fugir dos efeitos da crise.

Pensa em sair do Brasil? Leia o que precisa saber sobre morar nos EUA.

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