Consultores Registrados ou Corretores: Qual é a Escolha Certa para Você?

Consultar um especialista é imprescindível quando se trata de um grande investimento. Mas a qual especialista você deve recorrer?
No complexo mundo das finanças, quem busca orientação profissional costuma recorrer a especialistas para obter assistência na gestão de investimentos. As duas peças-chave para isso são consultores registrados e corretores. Embora ambas as profissões ofereçam serviços financeiros, operam sob estruturas distintas e atendem a necessidades diferentes.

O que cada um deles faz?

Os consultores registrados (Registered Investment Advisors – RIAs) são profissionais financeiros registrados na Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), uma agência governamental norte-americana que supervisiona uso lícito, divulgação de informações importantes de mercado e prevenção de fraudes. Os consultores fornecem consultoria personalizada aos clientes com base em objetivos financeiros, tolerância a riscos e situação financeira geral. Esses consultores obedecem a um padrão fiduciário, o que significa que são legalmente obrigados a priorizar as vantagens para os clientes.

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Do outro lado do espectro, os corretores são profissionais financeiros ou empresas envolvidas na compra e venda de títulos. Eles atuam como intermediários, facilitando as transações entre compradores e vendedores. Os corretores são registrados na Autoridade Reguladora da Indústria Financeira (FINRA), uma organização privada e autorreguladora dos Estados Unidos que, entre outras coisas, cria e aplica regras para garantir a integridade do mercado, protege os investidores e supervisiona a conduta dos corretores na indústria financeira. A FINRA opera sob a supervisão da SEC, mas não é uma agência governamental. Os corretores devem atender a um padrão de adequação, recomendando investimentos adequados para os clientes com base em fatores como objetivos financeiros e tolerância a riscos.

Diferenças

Dever fiduciário vs. Padrão de adequação: uma das diferenças mais significativas entre consultores e corretores é sua obrigação legal em relação aos clientes. Os consultores operam sob dever fiduciário, priorizando o que for mais vantajoso para os clientes. Essa obrigação garante que as recomendações sejam feitas com o único propósito de beneficiar os clientes. Por outro lado, os corretores aderem a um padrão de adequação, o que significa que suas recomendações devem ser adequadas à situação financeira dos clientes, mesmo que não estejam necessariamente alinhadas esses benefícios. Por exemplo, se um indivíduo procura aconselhamento sobre um investimento complexo, o consultor, vinculado pelo dever fiduciário, analisa cuidadosamente a adequação do investimento aos objetivos de longo prazo desse cliente. Caso represente riscos desnecessários, ele não aconselha investir. Em contrapartida, o corretor, aderindo ao padrão de adequação, poderá recomendar o investimento desde que atenda aos objetivos financeiros gerais do cliente, mesmo que não seja a escolha ideal.

Modelos de compensação: outra diferença fundamental está na forma como esses profissionais são remunerados. Os consultores geralmente cobram uma taxa baseada em uma porcentagem dos ativos sob gestão (AUM) ou uma taxa fixa. Essa estrutura de remuneração alinha os interesses do consultor com os dos clientes, uma vez que seus ganhos aumentam à medida que os portfólios dos clientes crescem. Por outro lado, os corretores muitas vezes ganham comissões sobre as transações, criando um possível conflito de interesses, já que podem ser incentivados a recomendar produtos que geram comissões mais elevadas, mas que não são o melhor investimento para os clientes. Por exemplo, se um cliente tem US $100.000 de capital, um consultor que cobra uma taxa de AUM de 1% cobraria US $1.000 para gerenciar o portfólio, independentemente das opções de investimento. Em contraste, um corretor que ganhasse uma comissão de 5% sobre um investimento de US $10.000 receberia US $500 por essa transação. O modelo baseado em comissões pode levar o corretor a recomendar produtos de investimento mais caros, possivelmente impactando os retornos do cliente.

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Variedade de serviços: outra diferença entre as duas profissões. Os consultores geralmente oferecem serviços abrangentes de planejamento financeiro, incluindo gestão de investimentos, planejamento de aposentadoria, planejamento tributário, planejamento patrimonial e muito mais. O foco está no desenvolvimento de uma estratégia financeira adaptada às necessidades exclusivas dos clientes. Para um indivíduo que necessita de aconselhamento financeiro, um consultor, operando dentro de uma estrutura abrangente de planejamento financeiro, pode oferecer recomendações que englobam diversos aspectos da vida financeira. Se o cliente valoriza muito os investimentos éticos, um consultor pode integrar estratégias socialmente responsáveis ​​e ESG em seus portfólios. Para clientes com objetivos relacionados à educação, os consultores podem desenvolver estratégias para financiar despesas educacionais de maneira eficiente, como planos de redução de impostos e alinhamento das opções de investimento com o cronograma previsto das despesas educacionais. O corretor, embora forneça recomendações de investimento, talvez não se aprofunde tanto em considerações mais amplas de planejamento financeiro e pode fornecer aconselhamento financeiro com base somente no desempenho histórico das ações e nas tendências de mercado.

Conclusão

Explorar o cenário financeiro requer uma compreensão clara das diferenças entre consultores registrados e corretores. Os investidores precisam estar cientes dos quadros regulamentares, das obrigações legais e das estruturas de remuneração que moldam essas duas profissões.

A escolha entre um consultor e um corretor depende das preferências individuais, dos objetivos financeiros e do nível de serviço personalizado que procuram. Ao reconhecer as nuances das funções desses profissionais da área de finanças, os investidores conseguem tomar decisões informadas que se alinhem com suas jornadas financeiras específicas.

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